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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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CAMADA DE OZONO AUMENTA PELA PRIMEIRA VEZ EM 35 ANOS

Mäyjo, 24.12.15

Camada de ozono aumenta pela primeira vez em 35 anos

Um novo relatório das Nações Unidas revela que a camada de ozono da Terra aumentou pela primeira vez nos últimos 35 anos. De acordo com o documento, a recuperação – que é um processo lento – deve-se à proibição do de clorofluorcarbonetos (CFC), com implementação do Montreal Protocolo on Substances  that Deplete the Ozone Layer, em 1987.

A principal conclusão do relatório da Organização Meteorológica Mundial e do Programa das Nações Unidas para o Ambiente é a de que o buraco surgido no final dos anos 1970, devido à utilização de CFC que eram incorporados em aerossóis, frigoríficos, extintores e outros objectos e produtos, está a fechar.

Durante as décadas de 1980 e 1990, a concentração do ozono diminuiu cerca de 2,5%, em média, aumentando o risco de doenças como o cancro da pele e problemas de visão. O buraco foi detectado inicialmente nos pólos e é lá que permanece o maior problema, já que a rarefacção do ozono é mais expressiva.

“É uma vitória para a diplomacia e para a ciência, mas também para o facto de termos conseguido trabalhar juntos”, afirma Mario Molina, Prémio Nobel da Química pela investigação sobre a camada de ozono terrestre, cita o Inhabitat.

O documento das Nações Unidas sublinha ainda que, apesar da recuperação feita, a camada de ozono é ainda 6% mais fina que os níveis anteriores à descoberta e aumento do buraco e deverá demorar até 2050 para que a saúde da camada esteja totalmente restabelecida. Contudo, só apenas em 2075 é que as regiões dos pólos vão estar totalmente recuperadas.

“Existem indicadores positivos que apontam para a recuperação progressiva da camada do ozono, que deverá estar concluída a meio do século. O Protocolo de Montreal – um dos tratados ambientais mais bem-sucedidos do mundo – tem protegido a camada de ozono estratosférica e evitado que os raios solares prejudiciais atinjam a superfície terrestre”, indicou o vice-Secretário Geral das Nações Unidas, Achim Steiner.

AQUECIMENTO GLOBAL E O “BURACO” DO OZONO SOBRE O ÁRTICO

Mäyjo, 27.01.15

 

Depois da Antártida, o perigo do “buraco” do ozono espreita o Ártico. Durante anos, os cientistas preocuparam-se sobretudo com o aquecimento da troposfera, a camada mais próxima da Terra. No entanto, as camadas superiores têm uma espessura maior e são tão importantes como a troposfera para os habitantes do planeta.

Há cerca de uma década, os cientistas previram o arrefecimento da atmosfera superior, através de um raciocínio simples: gases. Como o dióxido de carbono e o metano causam um efeito de estufa que concentra grande parte do calor junto à Terra, não deixando que as radiações se escapem para o resto da atmosfera. No entanto, esse problema resolver-se-ia se o ar quente conseguisse subir, o que não acontece. Quando o ar quente atinge a camada de ozono que é relativamente mais quente (porque absorve parte da radiação solar) que a camada anterior, dá-se uma inversão da temperatura. O ar quente que sobe até ali deixa de ser mais quente que o envolvente e deixa, por isso, de subir.

Assim, a troposfera aquece enquanto as outras camadas arrefecem. O que recentemente lançou o alarme foi a constatação de que, nos últimos cinco anos, o arrefecimento da estratosfera foi mais rápido do que o esperado, sobretudo sobre as regiões polares. Na mesosfera, as temperaturas têm baixado nas últimas três décadas cerca de um grau centígrado por ano. A destruição da camada de ozono é uma consequência do arrefecimento da estratosfera porque os gases CFC, acusados de contribuírem para o “buraco” sobre a Antártida, actuam mais eficazmente com temperaturas baixas. Um especialista da NASA, prevê que temperatura da estratosfera do Ártico estará no ano 2020, entre oito a dez graus Célsius mais baixa do que sem o efeito de estufa. Como consequência, o “buraco” do ozono terá o dobro da extensão que deveria ter. Segundo a mesma previsão, o ozono continuará a perder-se nos próximos dez ou quinze anos, sobretudo sobre a Gronelândia e o Norte da Europa.

 

 

Adaptado de Diário de Notícias, 5 de Maio de 1999.